Falo memo!

Os crentes da Rede Globo

Festival Promessas 2012 – Thalles Roberto

Acabei de assistir o Festival Promessas e queria externar alguns pontos que não couberam em 140 caracteres.

Acompanhando alguns comentários você pode conferir os dois extremos: aqueles que enalteceram o evento e aqueles que criticaram ao máximo tudo, desde as músicas até o figurino do Fernandinho. Bem verdade que uma grande parte das críticas maldosas vieram de bocas (e dedos) invejosos, como um macaco que não alcança a banana e diz que não a quis porque estava estragada.

É verdade que Deus tem planos mais altos e mais elevados que os nossos e eu espero realmente que alguns frutos sejam colhidos dessa manifestação em rede nacional. E serão, pela misericórdia de Deus. Mas acho um pouco de exagero dizer que “a Globo está apoiando os ‘evangélicos’ de todo Brasil”… gente, a Globo quer ganhar dinheiro e viu no nicho gospel uma galinha de dos ovos ouro dos dias de hoje. Isso porque música dá dinheiro: a venda de cds, dvds e imagem dos “artistas” pode render muito à emissora.

Mas acho também egoísmo e uma gotinha de falsidade por parte de muitos “crentes” que há muito pouco tempo demonizavam ao extremos a Globo e hoje são amigos desde sempre… c’mon somebody!

Uma manifestação do “povo de Deus” em rede nacional, é sim válida. Mas músicas bem tocadas, em uma plataforma grande e com uma iluminação de alto padrão, não expressam em nada a Grande Comissão deixada pelo Mestre. Me preocupa um pouco essa diluição do evangelho. Pode ser que esse seja um pequeno começo, mas o avivamento genuíno vem com a pregação do evangelho.

Será que, ao invés de somente apresentações artísticas, esse festival contasse com um período de clamor pela nação e a pregação do evangelho, teria a mesma aceitação por parte da emissora em horário nobre nacional? E pior, teria a mesma aceitação por parte dos “crentes”? Ou ainda mais: e se não tivesse música, mais de 100mil pessoas estariam lá?

“Pai nosso que está no Céu,

Santificado seja o Teu Nome.

Venha a nós o Seu Reino

e seja feita a Sua vontade,

assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dá hoje.

Perdoa as nossas ofensas,

assim como perdoamos quem também nos ofende

e não nos deixe cair em tentação,

mas nos livre do mal.

Porque Teu é o Reino,

o Poder e a Glória

para sempre, amém!”


A Teologia do Medo

Esses dias, passeando por alguns site, vi uma imagem que me intrigou um pouco e vou colocar aqui pra vocês verem:

Religion Feeds On Fear

(a religião se alimenta de medo)

No site, está a venda na sub-categoria “Ateísmo”. Será mesmo?

Já algum tempo tenho refletido um pouco sobre esse assunto e rascunhado algumas ideias em minha cabeça. Longe de mim ser motivo de tropeço de alguém, por isso, concorde se quiser e opine.

Para muita gente, a figura de “Deus”, é um velho barbudo, de cara fechada, sentado numa nuvem e preparado para castigar qualquer um que se desviar um milímetro de sua vontade. Como se o Criador tivesse mais prazer em prejudicar sua criação que abençoar aquilo que fez. Como se um diretor de um filme escrevesse uma crítica à sua obra ressaltando apenas os pontos negativos não incentivando ninguém a assistir esse filme. Isso faz algum sentido pra você?

Eu creio que Jesus é o único caminho, a única verdade e a única vida e que ninguém vai até o Pai senão por Ele. Quem crer nisso, terá vida eterna; e quem não crer, só lhe restará o inverso disso: a morte eterna. Pra mim, isso é fato. Agora, o que me preocupa é a forma pela qual essa mensagem tem sido transmitida: pelo medo!

“Aceite a Jesus senão você vai pro inferno, seu pecador miserável!”. Isso não é mentira, mas me soa mais como um: “Se você ultrapassar o limite de velocidade nessa via, você vai receber uma multa!”, que também não é mentira.

É muito mais fácil fazer um motorista reduzir a velocidade pelo medo da multa que incentiva-lo a não correr pelo risco de vida que ele oferece a si mesmo e a outros. Assim como é mais fácil trazer alguém para a “igreja” pelo medo de ir ao “inferno” que pelo prazer de servir o Rei dos reis.

É muito mais fácil dizer a um crente que ele deve entregar seu dízimo todo mês porque se não fizer isso, maldição cairá sobre sua cabeça… oi??? Gostaria de me ater um pouco sobre isso:

Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente.
Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.
E Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra.
2 Coríntios 9:6-8 NVI

É mais fácil inserir o temor no coração das pessoas que lhes apresentar o plano da semeadura do Reino onde o amor de Deus é derramado sobre aquele que dá com alegria e certamente colherá frutos desse amor. Não por medo, mas por amor!

Se nossas atitudes falassem tanto quanto deveria, não precisaríamos ganhar nada de ninguém no medo. As pessoas veriam nossa alegria em servir ao Rei e se apaixonariam por isso. Falta-nos paixão em servir ao Rei e fazer parte de Seu Reino por amor e não porque estamos acostumados a isso.

Vou deixar aqui uma pergunta:

Se não existisse nem céu nem inferno: morreu aqui, acabou! Você continuaria a servir a adorar a Jesus enquanto vivesse?


A graça da Graça

Graças a Deus não vivemos mais sob o peso da Lei onde era olho por olho e dente por dente; hoje temos a graça… mas afinal, que é graça?

Graça é um conceito teológico fortemente enraizado no Judaísmo e no Cristianismo, definido como um dom gratuito e sobrenatural dado por Deus para conceder à humanidade todos os bens necessários à sua existência e à sua salvação. Esta dádiva é motivada unicamente pela misericórdia e amor de Deus à humanidade, logo, movida por Sua iniciativa própria, ainda que seja em resposta a algum pedido a Ele dirigido. E também por esta razão, a Graça é um favor imerecido pelo Homem, mas sim fruto da misericórdia e amor divinos.

Wikipedia

Tá, ok. Mas e na prática?

Graça é você não depender mais de regras e estatutos para se achegar ao Pai e através do Espírito Santo ter liberdade e acesso direto a Ele. Graça é a certeza do amor de Deus para conosco. E entre outras diversas coisas que poderia citar, Graça também é discernimento do certo e do errado. E é aí o ponto que quero chegar e que me deixa indignado com alguns “crentes”.

Na antiga aliança, na lei e nos profetas, o povo tinha uma espécie de lista de direitos e deveres a serem cumpridos e funcionou bem por muito tempo esse esquema até Jesus. Jesus veio para trazer algo novo: a Graça, o livre acesso ao Pai através do Espírito Santo.

Se na essência isso fosse seguido, cara, sofreríamos tão menos e seríamos pessoas tão melhores. Mas como sempre, o homem adaptou aquilo que Deus fez para sua própria ganância e fez da Graça um subterfúgio para justificar suas maldades. Daí, a origem dos crentes “tem nada a ver”.

Eu creio que a Bíblia é definitivamente a Palavra de Deus, inspirada por Ele, dirigida ao Seu povo. Creio que nela encontramos respostas para tudo na nossa vida… TUDO. O problema é que na época e ocasião que ela foi escrita não existia iPhone, cerveja, internet, moda, música “secular”, fast food, facebook… e por isso, esses “crentes” estão abusando da boa vontade de Deus. E isso me deixa indignado!

Quando a Graça perde a graça, tudo vira uma desgraça!

Vivemos em pleno século XXI, onde a modernidade e a tecnologia avançam em passos largos, mais largos do que podemos acompanhar. E existem os dois lados da moeda: crentes retóricos e antiquados, totalmente alienados a realidade que vivemos hoje onde até a Coca-Cola é coisa do diabo; e os “moderninhos” onde você pode beber, fumar, se prostituir… o importante é “sua vida com deus”… que deus é esse?

Existem coisas que realmente não nos fazem mal e necessariamente não nos afastam do Pai, mas esquecemos de observar um versículo de Paulo: Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça. Rm 14:21.

Se você tá afim de fazer uma tatuagem (ou beber vinho, ouvir música “secular”, ficar, ir pra balada…) porque não encontrou base contra isso mas você sabe que isso vai escandalizar um irmãzinho da sua igreja, você ainda não entendeu o que é Graça.

Desculpem a sinceridade no desabafo, e que Deus complete ao seu coração!


O crente e a política

Não é de hoje que vemos aos montes pessoas se promovendo usando o nome de Jesus, né? Pois é, na política não é diferente. Mas e aí, tem problema um crente se candidatar a político?

Crente se candidatar? Qual o problema, agora usar seu “cargo eclesiástico”, minha opinião sobre esse assunto é rápida e direta: não concordo, e, inclusive, desprezo isso.

Doutor, Professor, Tenente, Capitão… isso tudo é profissão ou um título advindo de estudo. Agora, Pastor, Bispo, Apóstolo… cara, isso foi Deus quem deu – teoricamente, né?

Eu creio que ainda existam cristãos que querem e vão fazer a diferença na política, mas não por levarem consigo um título, e sim por terem a consciência de fazer um futuro melhor para o Brasil segundo a instrução de Deus.

Tenham cuidado dos lobos em pele de cordeiro.