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Reflexão clichê de fim de ano

Sempre que chegamos ao fim de um ano, um ar saudosista e clichê de retrospectiva instintivamente paira sobre nossos pensamentos. É inevitável não passar pela cabeça as conquistas ou derrotas que se deram ao longo dos 365 dias. E que ano! Aconteceram tantas coisas interessantes. Consigo me lembrar de pelo menos umas três ou quatro grandes reviravoltas e acontecimentos importantes em que espero ter vivido o mais intensamente possível.
Mas, quantos degraus da longa escadaria da vida eu subi esse ano? Bem menos do que gostaria. E acredito que eu não sou o único que pensa assim.
Me considero um perfeccionista moderado. Gosto de tudo muito bem feito. Mediocridade me assusta. E até que gosto disso.
E o que espero do próximo ano? Espero que ele comece no dia 1 e que o dia 2 venha logo em seguida. Está bom assim.
Sem muitos planos ambiciosos espero viver a graça que é de graça todos os dias.

Os crentes da Rede Globo

Festival Promessas 2012 – Thalles Roberto

Acabei de assistir o Festival Promessas e queria externar alguns pontos que não couberam em 140 caracteres.

Acompanhando alguns comentários você pode conferir os dois extremos: aqueles que enalteceram o evento e aqueles que criticaram ao máximo tudo, desde as músicas até o figurino do Fernandinho. Bem verdade que uma grande parte das críticas maldosas vieram de bocas (e dedos) invejosos, como um macaco que não alcança a banana e diz que não a quis porque estava estragada.

É verdade que Deus tem planos mais altos e mais elevados que os nossos e eu espero realmente que alguns frutos sejam colhidos dessa manifestação em rede nacional. E serão, pela misericórdia de Deus. Mas acho um pouco de exagero dizer que “a Globo está apoiando os ‘evangélicos’ de todo Brasil”… gente, a Globo quer ganhar dinheiro e viu no nicho gospel uma galinha de dos ovos ouro dos dias de hoje. Isso porque música dá dinheiro: a venda de cds, dvds e imagem dos “artistas” pode render muito à emissora.

Mas acho também egoísmo e uma gotinha de falsidade por parte de muitos “crentes” que há muito pouco tempo demonizavam ao extremos a Globo e hoje são amigos desde sempre… c’mon somebody!

Uma manifestação do “povo de Deus” em rede nacional, é sim válida. Mas músicas bem tocadas, em uma plataforma grande e com uma iluminação de alto padrão, não expressam em nada a Grande Comissão deixada pelo Mestre. Me preocupa um pouco essa diluição do evangelho. Pode ser que esse seja um pequeno começo, mas o avivamento genuíno vem com a pregação do evangelho.

Será que, ao invés de somente apresentações artísticas, esse festival contasse com um período de clamor pela nação e a pregação do evangelho, teria a mesma aceitação por parte da emissora em horário nobre nacional? E pior, teria a mesma aceitação por parte dos “crentes”? Ou ainda mais: e se não tivesse música, mais de 100mil pessoas estariam lá?

“Pai nosso que está no Céu,

Santificado seja o Teu Nome.

Venha a nós o Seu Reino

e seja feita a Sua vontade,

assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dá hoje.

Perdoa as nossas ofensas,

assim como perdoamos quem também nos ofende

e não nos deixe cair em tentação,

mas nos livre do mal.

Porque Teu é o Reino,

o Poder e a Glória

para sempre, amém!”

A Teologia do Medo

Esses dias, passeando por alguns site, vi uma imagem que me intrigou um pouco e vou colocar aqui pra vocês verem:

Religion Feeds On Fear

(a religião se alimenta de medo)

No site, está a venda na sub-categoria “Ateísmo”. Será mesmo?

Já algum tempo tenho refletido um pouco sobre esse assunto e rascunhado algumas ideias em minha cabeça. Longe de mim ser motivo de tropeço de alguém, por isso, concorde se quiser e opine.

Para muita gente, a figura de “Deus”, é um velho barbudo, de cara fechada, sentado numa nuvem e preparado para castigar qualquer um que se desviar um milímetro de sua vontade. Como se o Criador tivesse mais prazer em prejudicar sua criação que abençoar aquilo que fez. Como se um diretor de um filme escrevesse uma crítica à sua obra ressaltando apenas os pontos negativos não incentivando ninguém a assistir esse filme. Isso faz algum sentido pra você?

Eu creio que Jesus é o único caminho, a única verdade e a única vida e que ninguém vai até o Pai senão por Ele. Quem crer nisso, terá vida eterna; e quem não crer, só lhe restará o inverso disso: a morte eterna. Pra mim, isso é fato. Agora, o que me preocupa é a forma pela qual essa mensagem tem sido transmitida: pelo medo!

“Aceite a Jesus senão você vai pro inferno, seu pecador miserável!”. Isso não é mentira, mas me soa mais como um: “Se você ultrapassar o limite de velocidade nessa via, você vai receber uma multa!”, que também não é mentira.

É muito mais fácil fazer um motorista reduzir a velocidade pelo medo da multa que incentiva-lo a não correr pelo risco de vida que ele oferece a si mesmo e a outros. Assim como é mais fácil trazer alguém para a “igreja” pelo medo de ir ao “inferno” que pelo prazer de servir o Rei dos reis.

É muito mais fácil dizer a um crente que ele deve entregar seu dízimo todo mês porque se não fizer isso, maldição cairá sobre sua cabeça… oi??? Gostaria de me ater um pouco sobre isso:

Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente.
Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.
E Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra.
2 Coríntios 9:6-8 NVI

É mais fácil inserir o temor no coração das pessoas que lhes apresentar o plano da semeadura do Reino onde o amor de Deus é derramado sobre aquele que dá com alegria e certamente colherá frutos desse amor. Não por medo, mas por amor!

Se nossas atitudes falassem tanto quanto deveria, não precisaríamos ganhar nada de ninguém no medo. As pessoas veriam nossa alegria em servir ao Rei e se apaixonariam por isso. Falta-nos paixão em servir ao Rei e fazer parte de Seu Reino por amor e não porque estamos acostumados a isso.

Vou deixar aqui uma pergunta:

Se não existisse nem céu nem inferno: morreu aqui, acabou! Você continuaria a servir a adorar a Jesus enquanto vivesse?

Gotas no solo

O deserto continua bem quente

E a água já está quase no fim

Ainda não é o fim do deserto…

Mas tenho força dentro de mim

Meus passos parecem mais lentos

O cansaço começa a aparecer

A estrada cruza o horizonte

Um convite a deixar-se abater

Lembro-me de Suas palavras

E não paro minha caminhada

Minha alma está bem abatida

Mas ainda não desanimada

Até hoje o maná nunca faltou

Pela noite, o fogo sempre aqueceu

E com isso prossigo para o alvo

Porque sei quem foi que prometeu

Os olhos, como porta da alma

Inundam de dentro para fora

As gotas caem no solo

Eu levanto… caminho… e vou embora

 

 

Quero ser um DJ

Essa semana entrei na igreja segurando meu case de pedais e veio um garoto e me perguntou se era uma mesa de som. Meio sem entender, respondi que não, que eram meus pedais de efeito que usava para tocar guitarra. Logo ele respondeu: “Ah tá! Eu vou comprar uma mesa de som pra mim, eu quero ser um DJ.” Eu olhei com uma cara de vai lá champz, e fiquei refletindo sobre isso até agora.

Um DJ? Por que um garoto de 12 ou 13 anos quer ser DJ?

Provavelmente ele vê que os DJ geralmente estão rodeado de mulheres, animando festas e baladas, onde estão todos muito “felizes”. Um estereótipo de algo bom, pra ele.

Pensando nisso, lembrei de uma mensagem que ouvi do Paul Washer que uma amiga me indicou e que fui profundamente impactado. Em outras palavras, Paul dizia que se a igreja apresentasse puramente Jesus às pessoas, ela não precisaria de outros artifícios para manter essas pessoas firmes, pois Ele é tudo, e nEle não há necessidade de acrescentar nada.

Por que ao invés de um DJ esse garoto não sonha em ser um ministro de louvor, um missionário, um pastor, etc? Porque quando falamos disso à alguém, nossos olhos não brilham tanto. Falta paixão pelo Reino ao falarmos dele.

Nós temos que ser influenciados pelo céu para influenciar outras pessoas. Ouso ainda em sonhar ter a intrepidez de Paulo ao dizer: “Me imitem, assim como eu também imito a Cristo” (1Co 11:1).

Que o Senhor tire essa omissão de nossas vidas e que vivamos o Reino, a pureza e a simplicidade do Reino. E que as pessoas se apaixonem pelo Rei do Reino só de ver nossa paixão por Ele.